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4 Razões para aprender outras línguas

4 motivos para aprender outras línguas

Apesar da existência de aproximadamente 7.000 línguas no planeta, é bem perceptível que o inglês está no caminho de se tornar a língua universal de todo o mundo. Ele já é considerado o idioma oficial da internet, dos negócios, da cultura, da diplomacia, da comunicação entre estrangeiros… O inglês está em todo lugar. Sempre que duas pessoas que não compartilham a mesma língua precisam conversar, é esperado que o diálogo ocorra no inglês.

Então, já que a tendência até o fim do século é o sumiço da maioria das línguas “inutilizadas” e a possibilidade de comunicação mundial apenas na língua inglesa, por que se incomodar em aprender outras línguas? A NetLinguae separou quatro motivos para você, e vai te surpreender!

Esse conteúdo foi criado baseado nos TED Talks “John McWhorter: 4 reasons to learn a new language” e “Lera Boroditsky: How language shapes the way we think”. Confere lá!

  1. A língua que você fala molda o jeito que você pensa

Numa pesquisa acerca dessa contemplativa afirmação, a cientista cognitiva Lera Boroditsky chegou à conclusão que aprender e dominar outras línguas muda a percepção do espaço, do tempo, de quantidades, do mundo visual, da descrição de eventos e até do que se lembra.

A diferente percepção do espaço foi descoberta numa análise com a comunidade aborígene Kuuk Thaayorre, na Austrália. Lera constatou que o idioma falado não possui palavras como “direita” ou “esquerda”, tudo é referenciado em direções cardinais. Além disso, para dizer “olá” é preciso obrigatoriamente falar para onde está indo. Isso faz com que essas pessoas se orientem muito bem, de formas imaginadas impossíveis para humanos. Afinal, imagine precisar reportar seu posicionamento e direção para todas as pessoas que encontra, apenas para cumprimentá-las.

A mudança na percepção do tempo também é perceptível nessa mesma análise: enquanto pessoas que falam português ou inglês tendem a organizar o fluxo do tempo da esquerda para a direita, os Kuuk Thaayorre o direcionam do Leste para o Oeste. Dessa forma, a percepção é de que o tempo flui de acordo com a topografia, e não está presa aos nossos corpos.

Os números são “truques de linguagem” que geralmente aprendemos ainda crianças. Porém, há línguas que não possuem palavras para representar números exatos, como “sete” ou “oito”. Pessoas que as falam não contam, e têm problemas para assimilar quantidades exatas, por isso, é evidente o impacto que a língua falada tem na percepção de quantidades e a relevância de aprender outras línguas.

O espectro das cores é dividido diferentemente através dos idiomas, como na quantidade de nomes para cores e onde uma passa a ser outra. No inglês há a palavra “blue” que abrange vários tons de azul, porém, é obrigatório diferenciar essas nuances no russo. Por esse motivo, pessoas que falam russo são mais rápidas na percepção e diferenciação das cores, por exemplo. Analisando os sinais cerebrais de pessoas que falam essas línguas enquanto veem azul claro lentamente mudar para azul escuro, Lera percebeu que os cérebros das pessoas que usam palavras para diferenciar diferentes tons dão uma reação de surpresa, como se algo categoricamente mudasse, diferentemente do outro grupo, que não exibe nenhuma resposta.

Além das cores, outro aspecto que muda a percepção do mundo visual é se a língua falada dá gênero aos substantivos. O português, espanhol e francês têm essa característica, já o inglês não. Por isso, ao descrever uma mesa, por exemplo, o primeiro grupo tende a utilizar traços femininos, e essa particularidade inconsciente se estende por todo o uso da língua, algo considerado estranho e até absurdo por pessoas que nativamente falam línguas que não dão gênero aos substantivos, afinal por que um objeto como uma mesa seria marcada como feminina?

Em espanhol, ao narrar um acidente conta-se apenas o que ocorreu, e não quem o causou, diferentemente do português. Isso implica na execução de justiça e na capacidade de lembrar acontecimentos, por exemplo. “O vaso quebrou” e “Ele quebrou o vaso” são construções que retratam o mesmo acidente, porém, a primeira vinda do espanhol  e a segunda do português. No primeiro caso, é mais provável que se lembre de que foi um acidente, e a punição seja mais leviana. Já no segundo, a probabilidade de se lembrar quem quebrou é maior. Assim, é clara a mudança que a língua que se fala faz na descrição de eventos e no que se lembra deles, e a importância de aprender outras línguas.

Entendendo os aspectos em que a língua que você fala molda o jeito que você pensa, é importante notar que ela não muda completamente sua visão de mundo. Não é como se cada língua fosse um filtro diferente da realidade. A maneira como isso ocorre é muito sutil e subconsciente, traz modificações e características exóticas, sim, mas não dá super poderes.

2. Mergulhar em outras culturas

Para assimilar diferentes culturas e se tornar parte delas da forma mais completa possível, é preciso dominar as línguas que regem seus códigos. Aprender outras línguas é o bilhete de entrada para participar da cultura das pessoas que as falam.

3. Saúde

De acordo com o linguista John McWhorter, falar duas línguas diminui as chances de desenvolver demência e melhora a habilidade de multitarefas. Bilinguismo é saudável!

4. Línguas são extremamente divertidas!

Milhares de possibilidades de se expressar, pensar, interagir, narrar e até mesmo contar piadas! Diferentes construções, pronúncias, sons exóticos, ordens… as possibilidades são quase infindas. Nunca houve um tempo mais fácil para aprender outras línguas. É possível conhecer quase todas sentado no sofá, com um celular. Então por que não começar agora? Acesse o link e conheça conheça os cursos ofertados na modalidade VIP da NetLinguae, ou fale com nossos colaboradores e veja como é fácil aprender outras línguas!

 

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